A prevalência de insônia e da baixa qualidade do sono na Doença Renal Crônica em hemodiálise ou diálise peritoneal é alta.
O tempo em diálise, a idade avançada, fatores metabólicos como níveis de ureia, hemoglobina, potássio e fósforo, níveis de paratormônio (PTH) e sintomas como dores ósseas e artralgias estão relacionados ao maior risco de insônia. Até o horário do turno de diálise desses pacientes parece influenciar na qualidade do sono.
A maior prevalência de distúrbios como Síndrome das Pernas Inquietas, movimento periódico de pernas e apneia do sono nesses pacientes também está relacionada à insônia e queixas de baixa qualidade de sono.
Pacientes com Doença Renal Crônica em hemodiálise convencional (4 horas, três vezes por semana) têm maior risco de apresentar menor eficiência de sono, menor tempo de sono, maior dificuldade de retomar o sono após um despertar e maior risco de despertar precoce do que controles que não apresentam Doença Renal Crônica.
A baixa qualidade de sono é um fator independente associado à pior qualidade de vida e maior mortalidade nessa população. O transplante renal está associado a melhora da arquitetura do sono e da qualidade do sono.
Extraído da tese de doutorado do Dr. Roberto Savio Silva Santos
Fonte: Sociedade Brasileira de Nefrologia
