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O que você precisa saber sobre diabetes

Nem todo mundo conhece ao certo o que é a diabetes, mas certamente já ouviu falar sobre ela. A Federação Internacional de Diabetes (IDF, em inglês) estima que, no mundo inteiro, existam mais de 370 milhões de adultos diabéticos, sendo que a maioria dos casos referem-se ao tipo 2 da doença, ou seja, que pode ser evitada com exercícios físicos e mudança de hábitos alimentares.
No Brasil, a IDF calcula que o número de diabéticos deve estar em 13,4 milhões de pessoas, colocando o país no quarto lugar em número de casos, ficando atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos. Esses dados trazem uma enorme preocupação, isso porque a expectativa da Federação era de que os brasileiros diabéticos somariam 12,7 milhões somente em 2030.

O que é a diabetes?
A pessoa é reconhecida como diabética quando suas células não conseguem usar de forma adequada a glicose (açúcar) para produzir energia e, por isso, ela acaba elevando o nível de glicose no sangue, gerando uma hiperglicemia.

Tipos de diabetes
A diabetes está dividida em quatro grupos: diabetes tipo 1, diabetes tipo 2, diabetes gestacional e diabetes associada a outras patologias.

Diabetes tipo 1: nesse caso, o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina, o diagnóstico costuma ocorrer na infância ou na adolescência e a doença, por ser auto-imune das células produtoras de insulina, requer aplicação de injeções diárias de insulina.

Diabetes tipo 2: forma mais comum do diabetes, o tipo 2 está relacionado à incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. É mais comum encontrar diabetes tipo 2 em pessoas com mais de 40 anos, acima do peso, sem hábitos alimentares saudáveis e sedentárias.

Diabetes gestacional: problema que acomete cerca de 4% das gestantes, a diabetes gestacional é provocada pelo aumento do nível de açúcar no sangue da mãe. Após o parto, ela pode sumir ou transformar-se em diabetes do tipo 2.
Importância da prática de atividade física
Mexer o corpo é importante para qualquer pessoa, principalmente para os diabéticos. A atividade física, além de estimular a perda de gordura corporal, pode ajudar a controlar a glicemia e alivia o estresse. O ideal é que a prática seja regular e sob a orientação de um médico ou profissional de educação física, que também lhe receitará qual o melhor remédio a ser tomado.

Quanto aos níveis de glicose
Durante o tratamento, a glicose deve ficar entre 70 e 100 mg/dL. A partir de 100mg/dL, em jejum, ou 140mg/dL duas horas após as refeições, considera-se hiperglicemia. Abaixo de 70 mg/dL, hipoglicemia. A glicose, quando mantida alta por muito tempo, muito provavelmente pode trazer complicações a curto e longo prazo. Já a hipoglicemia pode gerar sintomas indesejáveis e requer cuidados especiais.

Diabetes ainda não tem cura
Apesar de ainda não ter cura, os estudos relacionados à doença estão tendo muitos avanços. Enquanto que uma terapia com células-tronco está sendo testada em pacientes recém-diagnosticados com diabetes tipo 1, a cirurgia de redução do estômago (até em pessoas que não estão acima do peso) vem mostrando bons resultados para os que tem diabetes tipo 2.

Fonte: tnh1